sábado, 8 de novembro de 2008

Diante do espelho da vida


Feiúra é invenção dos homens.

Não importa se um corpo é gordo ou magro: ele é o templo do Espírito e este é
eterno.

Não importa se braços são longos ou curtos: sua função é o desempenho do
trabalho honesto.

Não importa se as mãos são delicadas ou grosseiras: sua função é dar e receber
o Bem.

Não importa a aparência dos pés: sua função é tomar o rumo do Amor e da
Humildade.

Não importa o tipo de cabelo, se ele existe ou não numa cabeça: o que importa
são os pensamentos que por ela passam.

Não importa a forma ou a cor dos olhos: o que importa é que eles vejam o valor
da Vida.

Não importa um formato de nariz: o que importa é inspirar e expirar a Fé.

Não importa se a boca é graciosa ou sem atrativos: o que importa são as palavras
que saem dela".

Críticas


É notável a diminuição dos comentários postados nesse blog, recebi algumas criticas às poesias românticas e notei até que as visitas aumentaram enquanto eu estava deprimido. Isso me levou a crer que os freqüentadores daqui preferem me ver mau, desculpem a sinceridade, mas nem todos se encaixam nessa “crítica”. Como o nome do blog sugere, sou um mero aprendiz e aprendo muito com as pessoas que aqui freqüentam, espero de coração que comentem as poesias, mesmo que não tenham gostado, quero saber o que pensam, se entenderam a mensagem que quero passar, mas continuem criticando:

Criticar os outros é algo muito perigoso; nem tanto pelos erros que você pode cometer ao criticar, mas pelo fato de você poder estar revelando algumas verdades a seu respeito.

Imagine afundar uma faca afiadíssima no peito de um amigo num momento de repentina ira. À medida que a lamina penetra o corpo, seu amigo, atônito, tenta desesperadamente encontrar um pouco de ar. A seguir, gritando sob uma excruciante dor, ele cai ao chão. Perdendo sangue, sucumbido pelo sofrimento, ele entra em choque e perde os sentidos. Essa pessoa não morre, porque vem a receber cuidados médicos adequados e em tempo propício. No entanto ele irá carregar no peito, pelo resto da vida, uma enorme e repugnante cicatriz.

É difícil imaginar um cenário como esse... A realidade, porém, é que muitos de nós cravamos amiúde laminas cruéis inclusive em pessoas que amamos. Nós usamos “facas invisíveis” que não derramam sangue. Nossa arma preferida é a CRÍTICA. Os ferimentos que provocamos são tão impiedosos como os produzidos por uma faca de verdade.

Quero encorajá-lo a ser mais prudente com a sua crítica, porque ela pode destruir a auto-estima de alguém e trazer sobre essa pessoa danos irreparáveis. Alguns de nós já nos tornamos críticos contumazes. Antes mesmo que sare a ferida que provocamos, de novo, e mais uma vez, e outra vez, voltamos a esfaquear no mesmo lugar. Como podemos ser tão cruéis?

A próxima vez que você sentir que está prestes a “esfaquear” alguém com suas palavras cáusticas, faça uma pausa, nem que seja por um breve momento, e na sua imaginação torne a sua faca visível. Uma vez compreendidas as feridas que você pode estar causando, estou certo de que ainda haverá chance de você interromper tão impiedoso ataque!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Jardim (soneto)


O aroma gostoso das flores,
Que encantam com suas cores,
Penetra em meu ser
E me faz das dores esquecer.

Vendo o belo e grande jardim
Faz nascer bem dentro de mim
Com tamanha confiança
O sentimento de que há esperança.

Caminhando entre a realidade e a utopia
Venço as batalhas do dia-a-dia.
Assim, também serás um campeão!

Quando a tristeza te encontrar,
Lembra-te de o jardim olhar
E a esperança nascerá em teu coração

Música


Músicas são mais que melodias:
São sentimentos de quem canta!
Vão além das palavras e das poesias:
São como a natureza que encanta!

Cada nota é como um suspiro,
Um desabafo da alma do instrumento.
Necessário como o ar que eu respiro,
Que junto com a letra formam um casamento.

A verdadeira canção
Não transmite só emoção.
A beleza também está na mensagem.

Cante músicas com extrema alegria.
Sinta a beleza da sinfonia,
Que forma a mais bela paisagem.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O dia em que me tornei invisivel


Já não sei em que data estamos. Lá em casa não há calendários e na minha memória as datas estão todas misturadas. Me recordo daquelas folhinhas grandes, uns primores. Já não há nada disso. Todas as coisas antigas foram desaparecendo. E sem que ninguém desse conta, eu me fui apagando também....
Primeiro me trocaram de quarto, pois a família cresceu. Depois me passaram para outro menor ainda com a companhia de minhas bisnetas.
Agora ocupo um desvão, que está no pátio de trás. Prometeram trocar o vidro quebrado da janela, porém se esqueceram, e todas as noites por ali circula um ar gelado que aumenta minhas dores reumáticas.
Mas tudo bem...

Desde há muito tempo tinha intenção de escrever, porém passava semanas procurando um lápis. E quando o encontrava, eu mesmo voltava a esquecer onde o tinha posto. Na minha idade as coisas se perdem facilmente: claro, não é uma enfermidade delas, das coisas, porque estou seguro de tê-las, porém sempre desaparecem.

Noutra tarde dei-me conta que minha voz também tinha desaparecido. Quando eu falo com meus netos ou com meus filhos não me respondem. Todos falam sem me olhar, como se eu não estivesse com eles, escutando atento o que dizem. As vezes intervenho na conversação, segura de que o que vou lhes dizer não ocorrera a nenhum deles, e de que lhes vai ser de grande utilidade.

Porém não me ouvem, não me olham, não me respondem. Então cheio de tristeza me retiro para meu quarto e vou beber minha xícara de café.

E faço assim, de propósito, para que compreendam que estou aborrecido, para que se dêem conta que me entristecem e venham buscar-me e me peçam perdão …Porém ninguém vem....

Quando meu genro ficou doente, pensei ter a oportunidade de ser-lhe útil, lhe levei um chá especial que eu mesmo preparei. Coloquei-o na mesinha e me sentei a esperar que o tomasse, só que ele estava vendo televisão e nem um só movimento me indicou que se dera conta da minha presença. O chá pouco a pouco foi esfriando……e junto com ele, meu coração...

Então noutro dia lhes disse que quando eu morresse todos iriam se arrepender. Meu neto menor disse: “Ainda estás viva vovô? “. Eles acharam tanta graça, que não pararam de rir. Três dias estive chorando no meu quarto, até que numa manhã entrou um dos rapazes para retirar umas rodas velhas e nem o bom dia me deu.

Foi então quando me convenci de que sou invisível...Parei no meio da sala para ver, se me tornando um estorvo me olhavam. Porém minha filha seguiu varrendo sem me tocar, os meninos correram em minha volta, de um lado para o outro, sem tropeçar em mim.

Um dia se agitaram os meninos, e me vieram dizer que no dia seguinte nós iríamos todos passar um dia no campo. Fiquei muito contente. Fazia tanto tempo que não saía e mais ainda ia ao campo!

No sábado fui o primeiro a levantar. Quis arrumar as coisas com calma. Nós os velhos tardamos muito em fazer qualquer coisa, assim que adiantei meu tempo para não atrazá-los. Rápido entravam e saíam da casa correndo e levavam as bolsas e brinquedos para o carro. Eu já estava pronto e muito alegre, permaneci no saguão a esperá-los.

Quando me dei conta eles já tinham partido e o carro desapareceu envolto em algazarra, compreendi que eu não estava convidado, talvez porque não coubesse no carro,

Ou porque meus passos tão lentos impediriam que todos os demais caminhassem a seu gosto pelo bosque. Senti claro como meu coração se encolheu e a minha face ficou tremendo como quando a gente tem que engolir a vontade de chorar.

Eu os entendo, eles vivem o mundo deles. Riem, gritam, sonham, choram, se abraçam, se beijam. E eu, já nem sinto mais o gosto de um beijo.

Antes beijava os pequeninos, era um prazer enorme tê-los em meus braços, como se fossem meus.

Sentia sua pele tenrinha e sua respiração doce bem perto de mim. A vida nova me produzia um alento e até me dava vontade de cantar canções que nunca acreditara me lembrar.

Porém um dia minha neta, que acabava de ter um bebê disse que não era bom que os anciãos beijassem aos bebês, por questões de saúde...

Desde então já não me aproximo deles, não quero lhes passar algo mal por minhas imprudências. Tenho tanto medo de contagiá-los !
Eu os bendigo a todos e lhes perdôo, porque...


‘QUE CULPA EU TENHO DE TER ME TORNADO INVISÍVEL?’

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O horizonte da estrada é o limite


Lembra dos dias sofridos,
Do que foi aprendido,
E até do que era pra ser esquecido.
Sabe do futuro aguardado
Do que era esperado
E que já foi encontrado

Sente o lábio molhar,
A mão a buscar,
E o olho brilhar.
Entende algo da vida
E que na certa medida
É permitido chorar

Confessa o riso estampado
O desejo do beijo contido
E sabe que foi despertado.
Ele só não admite
Porque é “segredo” sagrado
Que o horizonte da estrada é o limite,
Pr´álguem Apaixonado
O horizonte da estrada é o limite...

Sobre cometas


Cometas são raros...aparecem de tempos em tempos. Não esperamos que surjam, e isso os tornam mais especiais. Apesar de sua presença não ser tão constante quanto as estrelas que noite a noite brilham no céu, cometas têm seu brilho... e é próprio! Por onde passam chamam a atenção.

De onde vêm? Para onde vão? Muitas vezes não nos perguntamos, mas queremos ir com eles! De repente para onde vão seja mais harmonioso e caótico; tranqüilo e eufórico! Pois, como podem causar paradoxos dentro de nós com sua passagem? E quando passam...Ahhh quando passam nos levam em mente, alma e coração. Como se sua cabeleira prateada nos pescassem para outra dimensão.
Cometas transformam um segundo em deliciosas eternidades. O sorriso que forma no céu, nos faz sorrir; respondendo sua alegria de passar por ali. Será que cometas sabem que sorrimos a eles? Que guardamos tais momentos como jóias preciosas? E que ansiamos pela sua volta?
...
E num instante o cometa aparece e se vai. Num instante vou com ele. E não volto mais. Viver sob o brilho prateado do cometa, sorrir com seu sorriso e contemplar o universo...sem pressa... em sua companhia.