sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O tamanho das pessoas


Os Tamanhos variam conforme o grau de envolvimento...
Uma pessoa é enorme para ti, quando fala do que leu e viveu,
quando te trata com carinho e respeito, quando te olha nos olhos e sorri .

É pequena para ti quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade, o carinho, o respeito, o zelo e até mesmo o amor

Uma pessoa é gigante para ti quando se interessa pela tua vida, quando procura alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto contigo. E pequena quando se desvia do assunto.

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.

Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos da moda.

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas.

Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande.
Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. O nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações.

Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente torna-se mais uma.
O egoísmo unifica os insignificantes.
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande... é a sua sensibilidade, sem tamanho.

Entrevistando um aprendiz


Á luz da razão, á mídia vive de "coisas que interessam" certo? Certo o cacete! A mídia vive de coisas vendáveis, e pessoas com histórias ditas comuns não são vendáveis... São contadas em prosa e verso, mendigos, abandonados pela vida que em dado momento conheceram a fama. Algumas circunstâncias atenuantes, alguns chamados golpes de sorte e, pronto, está feita a química que alimenta de sonhos a imensa massa de sonhadores que passa a medíocre vida esperando um dia um momento de fama, de uma entrevista, de um alô a uma câmera de TV, um olá em um microfone de rádio, ou umas poucas linhas em um jornal ou revista.

Alimentam um sonho, dão esperanças a desesperançosos e desesperançados, mas a entrevista nunca vem, o sonho passa de pai para filho, e deste ao neto... e assim continua. Belos e belas atores e atrizes, medíocres em sua maior parte, cantores e cantoras que tem o talento não nas gargantas, mas numa parte mais inferior do corpo, políticos corruptos hipócritas, ladrões descarados, assassinos impiedosos, ricos com suas dentaduras de cristal, enfim toda uma corja de pessoas inúteis, mas que servem para alimentar o "establishment", são consultados, contam suas histórias que não são mais interessantes que as do José e João, mas que, como a fama os alcançou, travestem-se de importantes e deitam o verbo em entrevistas mau conduzidas, por jornalistas pouco perspicazes e preparados.

Encontremos as respostas, façamos as perguntas, teçamos os comentários... Mas porque, agora, decidi gastar tempo em pensar em uma coisa tão pouco "necessária". As necessidades das classes economicamente menos abastadas entenda-se pobres e fudidos, é alimentação, escola, essas coisas. Imagine que ficam se preocupando em serem entrevistados? Possivelmente não mesmo, pois as classes dominantes, enfiaram, pela própria mídia incluindo aí a maior forma de mídia existente, as religiões, na cabeça dos fudidos que ele tem que gozar vendo o sucesso alheio, que ele tem que ficar horas na frente da TV escutando "pérolas" de artistas de quinta ou décima categoria, famosos e importantes.Aos fudidos não é dado o direito do prazer próprio, ou em outras palavras, ele foi ensinado a "gozar com o pau dos outros".

Pessoas comuns, histórias comuns, verdades comuns, simplicidades comuns. Quem há de se interessar por isso? Estamos muito ocupados, escutando nossos ídolos, bêbados e drogados deitarem o verbo sobre coisas que nada acrescentam. Ídolos de pano, ídolos de esterco, fracos que falam que apenas os fortes sobrevivem, tolos que brindam a imbecibilidade, se fazem de gênios, fingidos e hipócritas que têm no poder de seus nomes, a coisa da dominação, do poder sobre outrem. Pessoas que são seres mais que comuns, mas que têm na forjada fama, muitas vezes comprada a preços nomináveis, a desculpa para serem... entrevistados.

Deixando essa conversa barata um pouco de lado e vamos aos que interessa, quero falar sobre mim, numa espécie de auto-entrevista, a única forma que sobra a uma pobre poeta que ousou botar a cabeça para fora da toca, e é caçada por todos os cantos da casa, com o Senhor Dono da Casa de chinelo em riste, inseticidas poderosos e um asco que não lhe cabe na alma. Falo sim, sobre mim, que tenho algo a falar. Sou meu próprio entrevistador e o entrevistado. O inquirido e o inquiridor (não inquisitor). Minhas odes poéticas falam mais de mim, mas agora é a prosa que me contenta. Falo comigo e de mim, pergunto e respondo num mesmo tom, ameno e ríspido, dependendo do papel que me cabe, se o de entrevistador ou entrevistado. Sou franco e sorrio a mim mesmo, me esculhambo e me regozijo com minha própria sapiência e inutilidade em momentos diversos. Sou santo e me faço demônio, depois inverto os papéis. Estou lado de quem pode e de quem fode. Sou minha própria câmera, espelho inverso, e enquadro meu rosto no ângulo perfeito. Sou belo e sou feio, porque assim o desejo. Por que eu? E porque não? Pergunto e respondo a mim mesmo. Faço uma pergunta e patino e enrolo na resposta. Afinal, isso não é pergunta que se faça a um homem de tal gabarito e importância. A franqueza e a ironia do meu sorriso dizem tudo. e do outro lado da câmera eu mesmo me envergonho. É obrigação de qualquer entrevistador, conhecer o entrevistado. Eu devia ter me informado mais sobre mim antes de me entrevistar, porque assim não passava vergonha.

Uma entrevista tem que começar, criar clima, envolver o entrevistado, criar um clima de cumplicidade e antagonismo ao mesmo tempo. E assim procede. Debato-me debaixo de perguntas capciosas, engenhosas ás vezes, fúteis em outros, formulo pensamentos que ás vezes não saem pela boca, nem na pergunta nem na resposta. E as respostas parecem perguntas e as perguntas, respostas. De que lado, afinal, estou? Quem é o reporter que pergunta, quem é o entrevistado que responde, esta é a pergunta afinal. A garganta agora seca e o coração pulsa mais forte diante de uma pergunta indiscreta... porque afinal essa pergunta? O que pode ela acrescentar sobre minha personalidade? Que tipo de interesse algo tão intimo, mas ao mesmo tempo tão sem necessidade está sendo perguntado. Pura vingança, puro prazer mórbido em massacrar o entrevistado. Mas a resposta vem, sob a forma de um silêncio profundo e duradouro, o tempo suficiente para criar um clima de importância a tal resposta. A vingança está feita.

Porque cargas d'água, essa maldita entrevista não acaba?! Entrevistador e entrevistado um de cada lado respirariam aliviados e iriam tomar uma cerveja gelada no boteco da esquina e tudo acabaria assim, num grande e hipócrita abraço. Mas ainda tem o "grand finale", tem a apoteose, a grande pergunta, aquela que fará borbulhar o sangue do entrevistado e do entrevistador, o golpe de misericórdia, a grande e absoluta pergunta que todos esperam. A pergunta que será capaz de abalar as mais duras estruturas, corromper os pilares da sabedoria e da história da humanidade. Imaginem que pergunta seria essa! Imagine, pense! Tente se antecipar ao entrevistador! Perspicácia, meu amigo! Tente adivinhar a resposta do entrevistado, supor suas reações, sobre o quanto irá pulsar seu coração! A grande pergunta, a pergunta da noite... Mas...
antes vamos aos nossos comerciais, por favor!

O lápis


O menino olhava a avó escrevendo uma carta.
A certa altura, perguntou:- Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por acaso, é uma história sobre mim? A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:- Estou escrevendo sobre você, é verdade.
Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando.
Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.
O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial. - Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida! - Tudo depende do modo como você olha as coisas.
Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo.
"Primeira qualidade:
você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos.
Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade". "Segunda qualidade:
de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador.
Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado.
Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor.
" Terceira qualidade:
o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça".
"Quarta qualidade:
o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro.
Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você."
"Finalmente, a quinta qualidade do lápis:
ele sempre deixa uma marca.
Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação"

A garota cega


Havia uma garota cega que se odiava
pelo fato de ser cega!
Ela também odiava a todos exceto seu namorado!
Um dia ela disse que se pudesse ver o mundo,
ela se casaria com seu namorado.
Em um dia de sorte, alguém doou um par de olhos
a ela!

Então seu namorado perguntou a ela:
Agora que você pode ver, você se casará comigo?
A garota estava chocada quando ela viu que
seu namorado era cego!

Ela disse: Eu sinto muito, mas não posso me casar
com você porque você é cego!
O namorado afastando-se dela em lágrimas disse:
"Por favor, apenas cuide bem de meus olhos!!!"

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Família


Só pelo significado da palavra Família em inglês
(eu não sabia e achei muito interessante),
já vale a leitura. Mas como ainda existe a
possibilidade de haver um milagre (de quebra),
aí vai.

O que significa a palavra 'Família'?

Você tem consciência que, se morrêssemos amanhã,
a firma onde trabalhamos nos substituiria rapidamente?

Mas a família que deixamos para trás, sentirá
a nossa falta para o resto das suas vidas.
Pensando nisto, já que perdemos mais tempo
com o trabalho do que com a
família, parece um investimento muito
pouco sensato, não acha?

Afinal, qual a moral da história?

Você sabe o que significa a palavra Família em inglês?

'FAMILY' = (F)ATHER (A)ND (M)OTHER (I) (L)OVE ( Y)OU:

Pai e Mãe Eu Amo Vocês.


Deus abençoe você e toda sua 'Família'

Dica de leitura


É uma coisa obvia o meu gosto pela leitura, mas de um tempo pra cá tem um livro que leio e releio por varias vezes, e como um cara que anota todas as idéias de um livro, eu anotei algumas coisas interessantes desse livro que acabo de ler pela décima quarta vez, espero que gostem e creio que não seja necessário que eu mencione o titulo.
Fica como dica a quem possa interessar e após a leitura e interpretação deixem suas passagem preferidas aqui nesta postagem.

Tem uma resposta positiva para todas as coisas negativas que nós dizemos para nós mesmos.
Quando dizes..."Não posso resolver as coisas...
"Deus te diz: Eu guio seus passos"(Provérbios 3:5-6)
Quando dizes..."É impossível"Deus te diz:"Tudo é possível"(Lucas 18:27)
Quando dizes..."Me sinto muito sozinho..."Deus te diz:"Não te deixarei, nem te desamparei"(Atos 13:5)
Quando dizes..."Eu não posso fazer..."Deus te diz:"Tudo podes fazer"(Filipenses 4:13)
Quando dizes..."Não mereço perdão..."Deus te diz:"Eu te perdôo"1º João 1:9 - Romanos 8:1)Quando dizes..."Tenho medo"Deus te diz:"Não temas, que eu estou contigo"(Isaías 41:10)Quando dizes..."Estou muito cansado..."Deus te diz:"Eu te farei descansar"(Mateus 11:28-30)Quando dizes..."Ninguém me ama de verdade..."Deus te diz:"Eu te amo"(João 3:16)
Quando dizes..."Não sei como seguir..."Deus te diz:"Eu te ensinarei o caminho"(Salmo 32:8)Quando dizes..."Que caminho me conduz a Deus?"Deus te diz:"Meu filho amado: JESUS CRISTO"(1º Timóteo 2:5 - Atos 4:12João 3:16)...
e quando quiseres saber o que DEUS tem a dizer-te...Leia a Bíblia(2º Timóteo 3: 15-17)
Que DEUS te abençoe

Simples passagem


Ontem passei muito mau, tive um inicio de enfarte.
Eu que por vezes tive a morte como um desejo, pela primeira vez senti medo de ir, não era minha vontade, não é o que quero, não agora!
Há tanto a ser feito ainda, há tantas coisas ainda não vividas, tantas poesias, palavras, sentimentos e ainda há tanta esperança!
Mas de tudo tiro uma lição, talvez seja isso o que “ele” tentou me dizer:
-Você só vai quando eu deixar, saiba que sua vida me pertence, então faça dela algo significante e assim não terá medo quando for sua hora de verdade.
A vida vale a pena, mesmo com obstáculos nunca devemos perder as esperanças, e olha que cruel coincidência: foi “cutucar” logo meu coração!
Rsrsr
Fiquem com essa linda reflexão sobre a morte, ou vida, façam dela algo significante, o futuro a deus pertence, mas o que vamos levar daqui depende de nós!
Fiquem com deus



A verdade é que não havia nada a acrescentar no roteiro: a morte, por si só, é uma piada pronta. Morrer é ridículo.

Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da
tarde morre. Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?

Não sei de onde tiraram esta idéia: morrer.
A troco? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu.
Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente.

De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis.

Qual é? Morrer é um cliche.

Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em
casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.

Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas
cuido eu.

Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e
morre num sábado de manhã. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito.
Isso é para ser levado a sério?

Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo.
Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. Ok, hora de descansar em paz. Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa? Não se faz.

Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas.

Só que esta não tem graça!
Perdoem
perdoem sempre, vivam intensamente

Texto de Pedro Bial