segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
domingo, 7 de dezembro de 2008
Adios amigos!

Seria um belo dia de sol, cerveja na mesa e final do campeonato brasileiro. Seria. Se não fosse também o dia de meu enterro.
Estou em meu velório. Olho em minha volta, algumas pessoas queridas choram por mim, meu pai, pede o perdão que me negou em vida; minhas irmãs, pobrezinhas, quase vieram comigo. Uma ex-namorada apareceu também, e disse no meu ouvido que ainda me ama, muitos disseram coisas ao meu ouvido... Mas não falam comigo, acham que não posso ouvir, falam para si mesmos, como se ao desabafarem, pudessem apagar as marcas do passado, perdoar-se pelos erros cometidos e pelas coisas que deveriam ter feito - ou dito - para mim quando em vida... Engraçado, só agora estou percebendo as pessoas como elas realmente são. A maioria dos que acreditava que me amavam nem se deram ao trabalho de virem se despedir. Alguns vieram. Um ou dois, apenas para angariar votos para sua eleição pessoal, a maioria, no entanto, olha para o caixão e não me vê, tampouco sente alguma coisa, além de frustração por eu ter estragado seu dia de folga, cerveja e futebol. Se eu estivesse vivo, muitos dos que não apareceram estariam em minha uma mesa de bar agora... Tomaríamos cerveja e, juntos, brindaríamos nossa amizade. Mas morto não paga a conta. Devem estar brindando a amizade de alguém mais vivo. Não os culpo, amigos são feitos para momentos alegres, de dinheiro no bolso e sucesso na vida. Para a tristeza, a pobreza e os velórios, é preciso amor, coisa tão rara hoje em dia que ninguém mais tem culpa por não amar ao próximo.
Fico olhando as flores brancas que colocaram em volta de meu corpo, vejo-as murchando, e só então me dou conta de como foi rápida minha vida. Deixei de fazer tantas coisas, quantos projetos adiei; ficou tudo para o amanhã que não mais virá. Fixo na luz das velas, a cruz postada à minha frente e, finalmente, acabam de baixar em mim, olhos torturados pela dúvida, em um pranto desesperado e cheio de medos.
- Por que não falou comigo? Por que não pediu minha ajuda? - Começa a gritar minha amiga enquanto duas outras lhe seguram e pedem por calma. Eu digo que falei com elas, que pedi ajuda diversas vezes, lembro-lhes dos e-mails desesperados, das cartas dolorosas, dos telefonemas não atendidos e do ostracismo afligido a mim. Relembro o dia em que fui mais direto e disse estar com medo de morrer, que pensava em me suicidar embora não o quisesse e implorei por um perdão que não veio; do dia em que desapareci e ninguém se preocupou...
Mas, assim como não ouviram a nada disso em vida, mais uma vez ninguém me ouve. Penso então no que poderia ter ocorrido caso eu tivesse sido um pouco mais forte e não tivesse cumprido minha profecia. Provavelmente eu estaria vivo; as pessoas continuariam despreocupadas, aliás, despreocupadas não, na verdade, estariam mais preocupadas em se afastar de mim, perigo em potencial, que em me ajudar. Provavelmente, até me acusariam de louco e se afastariam cada vez mais. Eu não sei, talvez com o tempo até voltássemos a ser amigos, e fingiríamos que nada ocorreu; que sempre acreditaram em mim e que nunca me abandonaram. Minha dúvida é somente uma: elas não acreditaram que eu me mataria de verdade ou, apenas não ligaram para o risco de isso ocorrer realmente? Agora elas têm a oportunidade de refletir sobre isso, de se arrepender pelo abandono a que me submeteram, de não acreditar em mim, afinal, eu cumpri minha ameaça. Eu me matei.
Mas aí, eu me pergunto sem encontrar respostas: se eu não tivesse feito isso, se eu tivesse conseguido forças para não cometer o suicídio e seguir minha vida em frente, estas pessoas compreenderiam que não foi graças a elas?
Saci, o Papai Noel brasileiro

Não sei se é trauma, quando criança acreditava em Papai Noel, mas quando vi meu pai trazer minha primeira bicicleta eu comecei a desacreditar em tudo, eu até achava que o coelhinho da páscoa botava ovos, mas também por ser maduro demais pra minha idade sempre contestei um coelho que botasse ovo e afirmava que o papai Noel de verdade era o saci, pois era impossível um velho gordo em pleno verão andar com roupas tão pesadas, o saci não, era negro, magrinho ( provavelmente era um homem consciente, fazia a caridade de dar presentes pois deveria ter passado fome em sua infância) e também usava o gorro vermelho. Hoje penso que sim ele é o papai Noel brasileiro, na verdade eu acho que ele é um ex bandido que vive foragido e perdeu a perna após uma tentativa de assalto a bancos onde estava fantasiado de papai Noel, e que na verdade ele fuma crack e maconha, vive na floresta como um gerente de logística do trafico de drogas, tem contatos com Beira Mar e o comando vermelho e PCC, também atua na extração ilegal de madeira na Amazônia e dizem as más línguas que pra se divertir usa uma bazuca pra derrubar aviões nas florestas, investigações apontam ele como suposto responsável pela queda do avião da gol.
Mudando de gato pra lebre, no natal como o nosso pais para, o saci não pode ser preso, deixam a ele uma tal “liberdade condicional” uma espécie de “saidinha de natal” pra que ele visite a família e doe brinquedos a instituições de caridade e a crianças faveladas desprovidas de condições de consumo ( pretos pobres), o que na verdade se for bem observado é uma festa a todos os parentes de seus comparsas e as comunidades que tanto os apóiam, sem contar que toda essa patifaria de entrega de presentes é abatida em dobro do imposto de renda.
Passada a época de festas já se preparam novas festas um tal de carnaval onde se é permitido andar pelado e beber até cair, é uma festa típica tupiniquim, mulheres esculturais mostram em rede nacional, isso pela TV globo, a que vieram a esse mundo ( A FESTA DA BUNDA), e lembra do saci? Pois é nas festas de natal de tanto encher o rabo de peru ele engorda e ainda curte a festa como rei momo onde usa sua prótese e desfila ao lado de mulatas lindas e sem nada na cabeça!
Passada toda essa putaria o país retoma suas atividades “normais”.
Então o saci volta a ser o gerente de logística do trafico, fuma seu crack e maconha e derruba aviões que virarão noticias na retrospectiva de fim de ano!
Feliz natal e feliz ano “novo”!
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Você é especial

Você já percebeu, que só valorizamos mais a vida...
Quando perdemos algo que a gente ama?
Pois preste atenção! Quando perdemos um ente querido.
Muitas vezes ficamos a meditar. Pôxa! Eu poderia ter dito a ele, muitas outras vezes que o amava.
O quanto ele era importante para mim.
Mas ao contrário disso, muitas vezes nos retraímos, deixando o tempo passar, e só depois de uma fatalidade, é que vamos dar valor ao que perdemos.
Quando na verdade, temos todo o tempo para dizer aos pais, aos amigos, aos nossos companheiros, o quanto o amamos e o quanto eles são importantes em nossas vidas.
Mas na maioria das vezes tiramos tempo para coisas tão banais.
E para aquela pessoa tão importante em nossa vida, nós simplesmente deixamos pra depois.
Pois é aí que mora o perigo, talvez não tenhamos mais a oportunidade de poder dizer a esta pessoa “Eu te amo”. Você é muito especial para mim!
Então antes que seja tarde! Faça a tarefa do dia, assim que você acordar pela manhã, olhe para a alguém que muito ama, abra um sorriso e diga “Eu te amo”.
Diga a sua família, aos seus amigos, não fique esperando que eles tomem iniciativa para demonstrar o quanto te amam.
Faça a sua parte, com certeza eles serão os próximos a dizer o quanto você é importante.
Então, hoje você já disse a alguém que você a ama?
Não? Então diga a pessoa mais próxima a você, diga a ela “Você é muito especial para mim”.
E você que acabou de ler este texto:
Eu digo a você também!
“Você é muito especial!”
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Fora da moda

Se não estivesse fora de moda...
Eu iria falar de Amor.
Daquele amor sincero, olhos nos olhos,
frio no coração.
Aquela dorzinha gostosa,
de ter muito medo de perder tudo.
Daqueles momentos que só quem já amou um dia,
conhece bem.
Daquela vontade de repartir,
de conquistar todas as coisas...
Mas não para retê-las no egoísmo material da posse, mas doá-las, no sentimento nobre de amar.
Se não estivesse fora de moda...
Eu iria falar de Sinceridade.
Sabe, aquele negócio antigo
de fidelidade, respeito mútuo...
e outras coisas mais.
Aquela sensação que embriaga mais que a bebida.
Que é ter, numa pessoa só, a soma de tudo que
as vezes procuramos em muitas.
A admiração pelas virtudes, aceitação dos defeitos...
E sobretudo, o respeito pela individualidade,
que até julgamos nos pertencerem,
sem o direito de possuir.
Se não estivesse tão fora de moda...
Eu iria falar em Amizade.
O apoio, o interesse, a solidariedade de uns
pelas coisas dos outros e vice-versa.
A união além dos sentimentos
e a dedicação de compreender para depois gostar.
Se não estivesse tão fora de moda...
Eu iria falar em Família.
Sim! Família!!!
Pai, mãe, irmãos, cachorro, galinha
Almoçar junto todo dia
O bem maior de ter uma comunidade unida
pelos laços sanguíneos e protegidas pelas
bênçãos divinas.
Um canto de paz no mundo, o aconchego da morada, a fonte de descanso e a renovação das energias.
Família...
O ser humano cumprindo sua missão mais sublime
de seqüenciar a obra do criador.
E depois...
Eu iria até, quem sabe, falar sobre algo como...
a Felicidade.
Mas é pena que a felicidade,
como tudo mais, há muito tempo já está
fora de moda.
Sabe de uma coisa...
Me sinto feliz por estar tão fora de moda.
E você?
Também está fora de moda como eu?
Espero que sim!!
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Obrigado amigos
A força da amizade vence todas as diferenças..... Aliás..... Para que diferenças quando somos Amigos!
Quando erramos..... Nós perdoamos e esquecemos.
Se, temos defeitos..... Não nos importamos.....Trocamos segredos.....E respeitamos as divergências.....
Nas horas incertas, sempre chegamos ao momento certo....
Amigos sem cor..... Sem sexo..... Sem idade..... Amigo é só Amigo.....
Amparamos-nos..... Defendemo-lo..... Sem pedir.....
Fazemos porque nos sentimos felizes em fazer.....
Reverenciamos-nos..... Adoramos..... Idolatramos..... Apreciamos..... Admiramos.
Mostramos-nos Amigos de verdade, quando dizemos o que temos a dizer.....
Aceitamos-nos, sem querer mudanças.....
Estamos sempre presentes, não só nos momentos de alegria, compartilhando prazeres, mas principalmente nos momento mais difíceis.....
Não tiramos à liberdade..... Não sufocamos..... Não forçamos nossa presença.....
Estamos perto quando de nós necessitam..... E ao nos afastarmos, respeitamos sempre a individualidade alheia.
A Amizade não se força..... Mas tem uma força que se intensifica a cada instante..... É dessa maneira que sou amigo de vocês!
O que você acha? Eu estou agradecendo. Que tal?
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Luto

Perdi um parceiro de palco, meu amigo recente porem intenso, um irmão que não tive e que poderia ter um futuro brilhante na vida como musico.
Tem horas que bate um desespero, uma vontade de sair por ai gritando aos quatro cantos do mundo, exprimir a revolta, achar respostas de perguntas que talvez nunca saberei!
Quantas ressacas juntos, quantos abraços de carinho de irmão e quantos elogios trocados ao fim de uma canção, quantas brincadeiras e risos que passaram a fazer parte de nossas vidas?
Foi pouco tempo meu camarada, mas valeu a pena, valeu a pena cada noite dentro do estúdio, cada centavo economizado pra pagar o aluguel do estúdio e as nossas despesas, cada viajem de metrô até o estúdio e tocando violão incomodando os outros passageiros, lembro dos comentários sobre os cabelos dos Emos que encontrávamos na rua, das cantadas sem graça que você fazia para as garotas que nem conhecia, lembro e guardarei pra sempre o dia em que você me socorreu, eu estava mau e você saiu de Santo Andre até minha casa naquele chevete caindo aos pedaços pra me ajudar, me carregou e disse que eu era bom demais pra ir daquele jeito, que eu ia viver uns cem anos ou mais e que seria padrinho do seu filho porque queria que fosse alguém que tocasse “brilha brilha estrelinha” no violão, cara foi tudo demais, me passa um filme em minha mente, chego a nos comparar com Ozzy e Randy Rhoads, afinal você meu irmãozinho era o melhor guitarrista que vi tocar de perto.
Em sua presença era impossível saber o que era tristeza, mesmo hoje sabendo que a tristeza e depressão estavam com você e você nem deixava notar!
Fique com deus amigo, acho que ai onde esta devem haver grandes festas, deve ter encontrado Jimi Hendrix, Curt Cobain e Janis Joplin.
Você foi foda cara, vou contar tudo a meus filhos, dizer que tive um amigo que me fez viver mais feliz, que me fez superar tristezas, que me fez ser um baixista desajeitado porem de personalidade.
Se eu disser que não chorei estarei mentindo, mas te recordo com seu sorriso, com seu carisma e com o seu talento.
Espero que tenha gostado da canção que tocamos em sua despedida!
“Desculpe meu amigo mas não dá pra segurar”
Obrigado meu amigo por ter feito parte de minha vida!
Diga a minha mãe que eu a amo !
Mudaram as estações!
E todos os dias quando acordo,não tenho mais o tempo que passou
não tinha medo do escuro, mas deixava as luzes acesas,
parecia cocaína, mas era só tristeza!
Somos tão jovens, só que nesse ano o verão acabou cedo demais,
nossa musica para acampamento...
Será que vamos conseguir vencer?
A tristeza que não é passageira
A lagrima é verdadeira
E mesmo que eu falasse a língua doa anjos, eu nada seria!
Ainda é cedo,
e quando as estrelas começarem a cair, nos darão espelhos e talvez vejamos um mundo doente onde os jovem que adoecem!
Pais e filhos não entenderão que é preciso amar as pessoas como se não houvesse o amanhã,
vai ver que é assim mesmo e vai ser assim pra sempre.
É tão estranho os bons morrem jovens,
temos nosso próprio tempo,
Se fosse só sentir saudades, mas tem sempre algo mais, mas agora os dias são iguais!
Se fosse só sentir saudades mas tem sempre algo mais
Eu sei é tudo sem sentido
Reconheço o meu pesar, o que venho encontrar é a virtude noutras mãos!
E tenho certeza que não foi tempo perdido!
Força sempre!
